Aumento do ICMS em 10 estados brasileiros: entenda a mudança

A partir de hoje (1º de abril), o ICMS passará de 17% para 21% em certas localidades. A alteração busca igualdade competitiva entre produtos nacionais e internacionais
Aumento do ICMS em 10 estados brasileiros: entenda a mudança.
Aumento do ICMS em 10 estados brasileiros: entenda a mudança. Reprodução/Pexels/@pixabay

Consumidores de 10 estados brasileiros passarão a pagar mais pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em compras internacionais a partir desta terça-feira (1º de abril). A alíquota, que era de 17%, foi reajustada para 20% nessas localidades.

Relembre o que é o ICMS

O ICMS é um imposto estadual sobre a circulação de mercadorias e serviços, incluindo transporte e comunicações. A arrecadação é destinada aos cofres do estado e deve retornar à população por meio de ações em áreas como saúde, educação e infraestrutura. No caso de compras internacionais, o tributo é cobrado quando o produto entra no Brasil, somando-se a possíveis taxas de importação e o valor do frete.

Aumento no ICMS

Os dez estados que terão aumento no ICMS são:

  • Acre;
  • Alagoas;
  • Bahia;
  • Ceará;
  • Minas Gerais;
  • Paraíba;
  • Piauí;
  • Rio Grande do Norte;
  • Roraima;
  • Sergipe.

Além do aumento percentual de 3%, as encomendas internacionais de até US$ 50 serão taxadas com mais 20% do imposto de importação. Essa cobrança ocorre desde 2023, quando o governo criou novas regras para as encomendas internacionais.

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“Essa mudança reforça o compromisso dos estados com o desenvolvimento da indústria e do comércio nacional, promovendo uma tributação mais justa e contribuindo para a proteção do mercado interno frente aos desafios de um cenário globalizado”, afirmou o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) ao aprovar a decisão que resultou no atual aumento.

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Objetivo de aumentar o ICMS é tornar mais justa a concorrência entre comércio local e internacional. (Foto: reprodução/Pexels/@PavelDanilyuk)

Por que o aumento?

A medida tem o objetivo de garantir uma igualdade competitiva entre os produtos importados e nacionais. Dessa forma, reduz a vantagem de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress e promove o consumo de bens produzidos no Brasil.

Em nota divulgada após a aprovação da medida, o Comsefaz afirmou que os estados pretendem “estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos” no contexto atual de grande concorrência dos produtos brasileiros com as plataformas internacionais.

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